Rose & Kat | T1Ep1.11 | Eu poderia tentar…
[...]
Ao chegar a casa, ouvi barulho na cozinha. Era a mãe
a organizar as coisas para o dia seguinte.
Rose:
Olá, mãe.
D.
Marya: Então, filha, como foi a festa?
Rose:
Correu bem. As meninas actuaram, foi incrível.
D.
Marya: O Charlie veio contigo?
Rose:
Não, ainda ficou mais um pouco.
D.
Marya: Que carinha é essa? Está tudo bem?!
Rose:
Sim… É só que… A Joan adorou a minha prenda…
D.
Marya: Isso é bom.
Rose:
Sim. A questão é que ela gostou tanto que acha que podíamos fazer alguns para vender,
ou até para pôr numa loja.
D.
Marya: Se é isso que tu queres.
Rose:
Eu quero, mas não sei como fazê-lo.
D.
Marya: Ora, como fazes tudo o resto que é importante para
ti. Pensando bem sobre o assunto, fazendo os planos necessários e com muito
esforço e dedicação.
Rose:
A mãe acha que devia tentar?
D.
Marya: O que eu acho é que amanhã é dia de treino, por
isso tens de te levantar cedo. Dormes sobre o assunto e, depois, tomas a tua
decisão.
Rose:
Sim, tem razão. Até amanhã, mãe. Boa noite.
D.
Marya: Boa noite, filha.
Segui para o meu quarto, pensativa. Preparei-me para
dormir, fixada naquela ideia. Depois de algum tempo de reflexão e de olhar
várias vezes para os meus desenhos, comecei a gostar da ideia de partilhar as
minhas criações. De dar a hipótese de escolha!
Poder escolher uma peça no mesmo material, mas em
cores diferentes ou num material diferente e com a mesma cor. Criar um espaço
onde as pessoas pudessem ir e pedir aquilo que realmente querem e, para quem
precisasse de ajuda, ter várias sugestões.
Talvez levar isso às pessoas fosse algo de bom.
Ainda na dúvida, comecei uma pesquisa para saber o
que precisava para criar esse espaço. Dei comigo a pensar:
“Tentar não custa. Pelo menos, no meio de
tantas dúvidas, depois de tentar fico com uma certeza”.
Embora na altura o meu maior receio fosse a
aceitação, a adesão às minhas peças – porque, de facto, só fazia acessórios
simples com retalhos que a mãe me dava – não posso negar que a ideia de ter um
espaço com as minhas criações, como vemos na televisão e nas revistas, me
cativava.
E, quanto mais sonhava de olhos abertos, mais a
ilusão de tal espaço se apoderava de mim. Maior era a minha vontade de tentar.
Sozinha não ia conseguir.
Bem... a ideia foi da Joan. Vamos ver o que ela acha
de embarcar nesta aventura!
Com carinho, Rose



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