Rose | T1Ep1.4 | Baile de Máscaras
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Estar preparado é uma das situações mais complicadas
da vida. Num segundo tudo pode mudar, tudo o que pensavas estar certo pode
estar errado e não estás preparado para isso. Por mais que se pratique, por
mais que se planeie, muitos são os momentos inesperados que nos cercam, à
espera uma distracção para nos apanharem. E é então que te perguntas: “Não
estava eu preparada?!”
Tanto a Dianne como a Joan raramente se deixam
apanhar por tais momentos. Daí a surpresa da Dianne por ainda não ter ouvido a
Joan falar dos seus planos para a festa de aniversário. A diferença entre ambas
é que a Joan faz planos, sem os fazer. São o mero esboço de ideias para se
orientar no caminho que quer seguir, e não directrizes, diz ela. Já a Dianne
planeia tudo ao pormenor, antevendo até os imprevistos. É no detalhe que está o
diabo, por isso tem sempre o plano “B” e o “C”, nas suas palavras.
As festas da Joan são conhecidas por serem
dinâmicas, sempre com atenção aos pormenores e com reserva a surpresas. Receber
um convite é algo um tanto ao quanto exclusivo, normalmente, apenas a família e
od amigos mais chegados é que acabam por os receber. Ela tem uma lista comprida
de amigos chegados! A sua popularidade na escola é um dos factores para o
comprimento dessa lista. Aqueles que acabam por não receber um convite, não
deixam de ser bem-vindos na sua festa. Ela é generosa e gosta da merecida
atenção.
Já consigo imaginar a euforia quando a palavra se
espalhar sobre o tema escolhido para a sua festa de aniversário deste ano. – “Baile
de Máscaras”!
Hum… Um baile de máscaras. Faz-me sonhar com
princesas e príncipes encantados. Encontrar o amor numa noite mágica e cheia de
mistério, com os rostos escondidos por detrás de belas máscaras, acompanhando a
elegância dos vestidos rodados e delicados. Dançando uma valsa com um estranho
que exerce um certo domínio sobre mim utilizando somente o olhar. Um tal
fascínio que transpõe pela confiança com que segura o meu tronco, delicada e firmemente.
Tal é o avassalamento de emoções sobre mim, que sinto ser ele que me mantêm de
pé, ser ele o meu pilar e apenas ele e eu existimos naquele momento...
Mas de volta à realidade. Tenho de encontrar uma
máscara para a festa da Joan. As meninas querem ir amanhã comprar novas, mas
devo ter alguma das fantasias de Carnaval de outros anos. E, se poupar na
indumentária, mais fica para a prenda que lhe quero fazer. Ainda tenho
de pensar no que será, apesar de já ter uma ideia do que possa ser. Tem de
ser divertido, de cores vivas – cor-de-rosa não pode faltar, a Joan adora
cor-de-rosa – e feminino.
A Joan é uma amiga muito especial e a minha prenda
também tem de o ser.
Com carinho, Rose



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